Quarta, 10 de fevereiro de 2016, 22h58

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frei carlos zagonel
LITURGIA – 1º DOMINGO DA QUARESMA
14.01.2016

Não só de pão vive o homem,  
mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus!”

1. Acolhida
    O “Ano Litúrgico” introduz os cristãos no “Tempo da Quaresma” e da preparação da Páscoa. A Liturgia tem sempre o objetivo claro: “Meditar o Mistério de Jesus Cristo, morto e ressuscitado”. Deixar-se conduzir pela Liturgia significa fazer a melhor escola ou caminho para conhecer Jesus e a salvação que Ele nos oferece! Devoções e Movimentos à parte, viver a Liturgia da Igreja é a melhor escolha!

    Na Quaresma seguimos o caminho de Jesus e, no Brasil, somos desafiados pela “Campanha da Fraternidade”: Seguir Jesus tem conseqüências práticas, entre outras, cuidar do Planeta Terra onde vivemos.  Cuidar da Terra não é capricho da CNBB! É dever grave nascido da fé!

2. Palavra de Deus.
    Dt 26,4-10 – O Povo de Israel recordava sua dolorosa caminha na conquista da terra prometida por Deus; por isso, oferece os primeiros frutos de seu trabalho (as primícias, o dízimo) recordando o suor do trabalho e a proteção divina. O fiel israelita adora a Deus, com sua oferenda, e reconhecia a parceria vivida com seu Deus libertador. Dízimo é, principalmente, adoração!

     Rm 10,8-13 - Jesus é o Senhor e Ele nos salva pela fé confessada publicamente e vivida na vida cotidiana. Ninguém se salva por ser devoto ou por seguir algum Movimento! Nós somos salvos gratuitamente pela Fé em Jesus Cristo: Todo aquele que invocar o Senhor será salvo!

     Lc 4,1-13 – O evangelista Lucas descreve as tentações vividas e vencidas por Jesus no deserto. As tentações de Jesus recordam as tentações enfrentadas pela Igreja enquanto, ainda, é peregrina no deserto desta vida. Se ela quiser vencer o demônio, ela deve seguir o caminho e o exemplo de Jesus: Palavra de Deus, Jejum e Oração.

3. Reflexão.
• A Quaresma é tempo de jejum, de oração e de meditação mais assídua da Palavra de Deus. O jejum corporal, a maioria do povo o pratica por necessidade, mas um Jejum, indicado pelo profeta Isaías no capítulo 58 – o Jejum que agrada a Deus é a solidariedade com todos aqueles que sofrem e, principalmente, o jejum de não se conformar com “a mentalidade consumista deste mundo”!

• Nós podemos até jejuar bastante, ajudar ao próximo, mas não cortamos a raiz de nossos pecados, o nosso egoísmo. O egoísmo ocupa o lugar de Deus; o egoísta não cede lugar para Deus em sua vida e, por isso, a Quaresma, mesmo, rigorosa, é inútil! Nossa vida deve estar radicada e fundada em Jesus Cristo. Ele é nosso rochedo e segurança! Se Jesus não ocupa o centro de nosso coração, ainda estamos em perigo de condenação! Os caminhos de Deus são simples, mas profundamente exigentes!

• O machado deve descer à raiz e cortá-la; do contrário, nossa alma acaba alimentando-se da seiva venenosa da raiz do egoísmo, encravado em nosso íntimo. A vida divina vem de Jesus e não de nosso orgulho, egoísmo e auto-suficiência! É preciso cortar a raiz – “Se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis!” (Rm 8,13).

• Mas, como se vai cortar a raiz? Pela Palavra de Deus, ela é como uma espada de dois gumes, corta de ambos os lados. “A Palavra não está longe de ti, ela está perto de ti, na tua boca e no teu coração”, nos recorda o Apóstolo Paulo na segunda leitura de hoje. Mas não devemos ser ouvintes apressados, que ouvem e esquecem. Devemos guardar a Palavra no coração e meditá-la, como nos ensina a Virgem Maria.

Frei Carlos Zagonel.



   
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